Havia
uma garota naquele parque. Um parque aonde quase ninguém ia. Algumas
crianças brincavam por perto, mas não perto dela. Estava sozinha em
um canto; comecei a observá-la mais. Seria apenas minha impressão,
ou seus olhos – cansados – estavam brilhando como se tivesse
acabado de chorar? Havia um certo vazio, uma certa tristeza
neles.
Alguns fios de seu cabelo se movimentavam, acompanhando o vento frio. Ela parecia não se importar. Aliás, frio era o que menos a incomodava agora. Ela se encolheu um pouquinho, e continuava presa em pensamentos. Pensamentos que pareciam que a assustavam. O que ela tanto pensava que a deixava incomodada? E por que as lágrimas voltaram?
Eu queria poder abraçá-la, poder dizer algo que a deixasse melhor. Ela precisava disso.
De repente ela piscou. De repente, eu pisquei. Não estava mais no parque.
Nunca tinha ido lá.
Na verdade, eu nem tinha saído da frente do espelho ainda.
Alguns fios de seu cabelo se movimentavam, acompanhando o vento frio. Ela parecia não se importar. Aliás, frio era o que menos a incomodava agora. Ela se encolheu um pouquinho, e continuava presa em pensamentos. Pensamentos que pareciam que a assustavam. O que ela tanto pensava que a deixava incomodada? E por que as lágrimas voltaram?
Eu queria poder abraçá-la, poder dizer algo que a deixasse melhor. Ela precisava disso.
De repente ela piscou. De repente, eu pisquei. Não estava mais no parque.
Nunca tinha ido lá.
Na verdade, eu nem tinha saído da frente do espelho ainda.

